Quem sabe as palavras não possam explicar tudo. Embora o tudo não possa ser explicado, eu vejo nas palavras o poder, e brincar com elas nos faz bem. Use e abuse das palavras, esse é meu desejo, com as melhores intenções. Pensando nesse jogo de palavras é que essa página foi criada, usufruindo-as e procurando, por meio delas, explicar os mais singelos sentimentos, vindos em comboio, que as vezes as palavras não explicam e a gente apenas sente.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
domingo, 17 de junho de 2012
CUIDADOS NA INTERNET
Neste mundo de
revolução tecnológica, as coisas se tornaram mais fáceis, hoje em dia não
precisamos nem sair de nossas casas para fazer transições bancárias, ir a
lojas, enfim, a internet tornou nossas vidas mais cômodas e práticas. Mas como
esse mundo tecnológico cresceu descontroladamente e a cada dia ele vem sendo
ampliado, novas máquinas, computadores, celulares, as pessoas deixam de ter
contato real umas com as outras e passam apenas a falar por redes sociais.
Há uma preocupação grande dos pais por não saberem o que
os filhos acessam na internet, digo que, perigo encontraremos em qualquer
lugar, devemos saber discernir o certo do errado, saber o que realmente
procuramos na internet, nos policiarmos e não usá-la em excesso para que a
mesma não venha atrapalhar-nos no convívio social, usá-la a nosso favor para
facilitar nosso dia a dia, estar ciente dos perigos que corremos ao passar
informações pessoais, é dever dos pais alertarem seus filhos, mostrar-lhes o
caminho certo, manter o diálogo sempre para que pais e filhos não fiquem
distantes e essa forma amigável faz com que muitos males sejam cortados pela
raiz.
Que a internet facilitou nossa vida é verdade, mas temos
que tomar cuidado, pois nem sempre às facilidades que ela nos oferece são seguras,
ao passar dados pessoais tomar conhecimento se o site é 100% seguro para não sofrermos transtornos por falhas, vazamento
de dados, pois os hackers estão aí, ficam de plantão, assim se chamam “esses
carinhas”, basta um descuido e eles invadem seu espaço, trazendo-lhe dores de
cabeça e para evitar isso cuidado redobrado.
Texto de João
Carlos Rossi
terça-feira, 8 de maio de 2012
A tecnologia renovando o processo educativo.
“Com os recursos da informática, a educação pode ensejar uma
aprendizagem construtiva e significativa, na qual o aluno pode aprender de
forma mais dinâmica e transformadora.
O professor deve ser constantemente estimulado a modificar sua ação
pedagógica e conceber o uso do computador como um apoio, e não como um novo
método de ensino.”
terça-feira, 1 de maio de 2012
Auto da Lusitânia - Gil Vicente
"Põe aí mui declarado,
não te fique no tinteiro:
Todo o Mundo é lisonjeiro,
e Ninguém desenganado."
segunda-feira, 16 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
SAUDADE DO TREMA
Depois da entrada em vigor do último acordo ortográfico, sempre que vou escrever “cinquenta” sinto saudade daquele sinalzinho que para mim era tão importante, mas que os “velhinhos” convencionaram assassinar. Faz muita falta o saudoso trema. Se, quando ele existia, muitas pessoas já cometiam erros de pronúncia, agora as coisas só pioraram.
Recentemente, ao ouvir alguém do meu convívio falar de “prequestionamento”, pronunciando o “u” da palavra, fui informar que esse “u” não deveria ser pronunciado, ouvi que depois da eliminação do trema a pronúncia continuou a mesma. Tive que informar à pessoa que, mesmo antes de sua supressão, o trema já não existia naquela palavra. Mas, ela realmente já havia ouvido de várias pessoas idosas do meio jurídico a palavra pronunciada com o “u” sonoro. Muitas pessoas não entendiam a função do trema, pronunciando sem ele palavras onde ele existia ou pronunciando com ele onde ele não estava. E, se isso ocorria, agora a situação ficará muito mais grave.
Para quem já conhece a língua, os termos muito comuns onde o trema foi eliminado não oferecem dificuldades;mas para quem a está aprendendo, ele fará muita falta. Entretanto, vocábulos de uso raro irão causar confusão até nos próprios brasileiros, portugueses e outros povos lusófonos. Termos como “aquestos”, “equino”, etc. não são de uso constante, e irá ficar a confusão, uns pronunciando o “u” e outros não.
No interior onde nasci não era comum ouvir-se a palavra “tranqüilo” (usávamos outras palavras sinônimas). Quando aprendi a ler e certo dia deparei com a palavra em um livro, vendo aqueles dois pontinhos em cima do “u”, eu não tinha noção do que aquilo significava e imaginei que esse termo fosse pronunciado da mesma forma que se pronuncia “aquilo”. Posteriormente, ouvi uma pessoa falar a palavra de forma correta, aí é que deduzi a função do trema, o que confirmei posteriormente em noções gramaticais.
Lembro-me também de uma professora do primário dizendo sobre aluno “freqüentar” a escola, e ela falava como se o trema não existisse na palavra.
Pensando em exemplos como estes, onde, mesmo com a existência do trema, pessoas erravam ao falar, imagino que a partir de agora, o problema será muito agravado.
Sabemos que muitas palavras que em tempos mais remotos tinham o “u” sonoro e depois ele perdeu a sonoridade em resultado dos erros de pronúncia que se popularizaram e tomaram lugar das palavras corretas. Antiguidade, por exemplo, tinha o “u” sonoro e perdeu seu som no decorrer do tempo. O mesmo foi o caso de “questão”, “questionamento” e “prequestionamento”. No latim, a palavra “quaestio” tinha o “u” sonoro, e a nossa “questão” já foi “qüestion” e “qüestão". Mas, atualmente, pronunciar esse “u” é um erro ortoépico. E toda essa evolução vocabular é movida pelos erros, que, ao serem cometidos pela maior parte da população, são consagrados como variantes das palavras e, gradativamente, a pronúncia anterior desaparece do cotidiano das pessoas.
A inexistência de sinais gráficos indicadores em letras com mais de um som tende a gerar o que ocorreu na língua inglesa: a palavra “but”, correspondente ao nosso “mas”, é pronunciada “bat”, “bât”, “bur” (exemplo: Jonh Lennon em Mother), “bar” (Conjunto Abba em The Winer Take it All) e assim por diante.
Com a supressão do trema, a pronúncia das sílabas “gue”, “gui”, “que” e “qui” se transformará em uma verdadeira torre de babel, apesar de a globalização atual ser a melhor ferramenta de uniformização da língua. Pois, embora com menos freqüência do que no passado, ainda ouvimos muito os próprios apresentadores de programas de TV e rádio dizerem coisas erradas.
Quem preza pela boa linguagem, com certeza irá sentir saudade do trema.
Recentemente, ao ouvir alguém do meu convívio falar de “prequestionamento”, pronunciando o “u” da palavra, fui informar que esse “u” não deveria ser pronunciado, ouvi que depois da eliminação do trema a pronúncia continuou a mesma. Tive que informar à pessoa que, mesmo antes de sua supressão, o trema já não existia naquela palavra. Mas, ela realmente já havia ouvido de várias pessoas idosas do meio jurídico a palavra pronunciada com o “u” sonoro. Muitas pessoas não entendiam a função do trema, pronunciando sem ele palavras onde ele existia ou pronunciando com ele onde ele não estava. E, se isso ocorria, agora a situação ficará muito mais grave.
Para quem já conhece a língua, os termos muito comuns onde o trema foi eliminado não oferecem dificuldades;mas para quem a está aprendendo, ele fará muita falta. Entretanto, vocábulos de uso raro irão causar confusão até nos próprios brasileiros, portugueses e outros povos lusófonos. Termos como “aquestos”, “equino”, etc. não são de uso constante, e irá ficar a confusão, uns pronunciando o “u” e outros não.
No interior onde nasci não era comum ouvir-se a palavra “tranqüilo” (usávamos outras palavras sinônimas). Quando aprendi a ler e certo dia deparei com a palavra em um livro, vendo aqueles dois pontinhos em cima do “u”, eu não tinha noção do que aquilo significava e imaginei que esse termo fosse pronunciado da mesma forma que se pronuncia “aquilo”. Posteriormente, ouvi uma pessoa falar a palavra de forma correta, aí é que deduzi a função do trema, o que confirmei posteriormente em noções gramaticais.
Lembro-me também de uma professora do primário dizendo sobre aluno “freqüentar” a escola, e ela falava como se o trema não existisse na palavra.
Pensando em exemplos como estes, onde, mesmo com a existência do trema, pessoas erravam ao falar, imagino que a partir de agora, o problema será muito agravado.
Sabemos que muitas palavras que em tempos mais remotos tinham o “u” sonoro e depois ele perdeu a sonoridade em resultado dos erros de pronúncia que se popularizaram e tomaram lugar das palavras corretas. Antiguidade, por exemplo, tinha o “u” sonoro e perdeu seu som no decorrer do tempo. O mesmo foi o caso de “questão”, “questionamento” e “prequestionamento”. No latim, a palavra “quaestio” tinha o “u” sonoro, e a nossa “questão” já foi “qüestion” e “qüestão". Mas, atualmente, pronunciar esse “u” é um erro ortoépico. E toda essa evolução vocabular é movida pelos erros, que, ao serem cometidos pela maior parte da população, são consagrados como variantes das palavras e, gradativamente, a pronúncia anterior desaparece do cotidiano das pessoas.
A inexistência de sinais gráficos indicadores em letras com mais de um som tende a gerar o que ocorreu na língua inglesa: a palavra “but”, correspondente ao nosso “mas”, é pronunciada “bat”, “bât”, “bur” (exemplo: Jonh Lennon em Mother), “bar” (Conjunto Abba em The Winer Take it All) e assim por diante.
Com a supressão do trema, a pronúncia das sílabas “gue”, “gui”, “que” e “qui” se transformará em uma verdadeira torre de babel, apesar de a globalização atual ser a melhor ferramenta de uniformização da língua. Pois, embora com menos freqüência do que no passado, ainda ouvimos muito os próprios apresentadores de programas de TV e rádio dizerem coisas erradas.
Quem preza pela boa linguagem, com certeza irá sentir saudade do trema.
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